domingo, 21 de novembro de 2010

Pechincha é a melhor arma do consumidor na guerra das operadoras de celular

O Brasil tem 194,439 milhões de celulares em funcionamento – o que representa mais de um aparelho por habitante. Em um cenário assim, a estratégia das operadoras de telefonia móvel se traduz, não em conseguir novos clientes, mas em “roubar” o das concorrentes. Quem pode se beneficiar disso é o cliente, mas a pechincha deve ser feita com cuidado e planejamento.

Qualquer desconto é benvindo quando considerado o fato de que o Brasil tem uma das tarifas de telefonia mais cara do mundo. Ofertas para “falar com a família e pagar menos”, para “cadastrar números de graça entre favoritos” ou para “acumular pontos e trocar por aparelhos” soam muito atrativas, mas elas também podem significar prejuízo.

Samuel Rodrigues, analista de telecomunicações da consultoria IDC Brasil, diz que desconto bom é aquele que a operadora vai te oferecer para ficar com ela.

- Há uma guerra entre as operadoras e o cliente é um item disputado, então ele tem que tirar vantagem disso.

Ele diz que o segredo para o consumidor é saber exatamente aquilo que ele mais usa no celular. Há quem só gaste com mensagem, há quem tenha o aparelho para navegar na internet e ler e-mails, outros viajam e consomem muito roaming (ligações de longa distância).

Essas características têm muitas variáveis, desde o Estado de onde você fala, até o total de ligações que faz por mês, o número de mensagens de texto ou de dados que envia, se usa internet (e se o aparelho suporta a banda larga 3G ou não). Hoje em dia, é possível negociar pacotes bastante próximos da necessidade de cada cliente.

O primeiro passo é olhar as faturas e analisar quantos minutos, em média, são usados para conversas por mês. Um dos “pecados” cometidos pelos usuários é escolher um plano menor que o necessário, na tentativa de economizar.

Isso é importante porque, em geral, quanto mais caro o plano, menor o valor cobrado por minuto de ligação. Quando o usuário escolhe um plano muito menor do que ele efetivamente usa, acaba pagando mais para falar o mesmo número de minutos. E também vai pagar mais pelos minutos adicionais que tiver de usar quando estourar o limite.
Também é bom ver se a maior parte das ligações é feita para telefones fixos ou celulares – e de que operadoras. Isso porque o valor das chamadas para clientes de uma mesma empresa costuma ser bem menor, então sai mais em conta contratar a mesma operadora das pessoas com quem você mais fala.

Fonte: R7.com

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